Coisas velhas, coisa nova

Estou baixando dois discos de bandas que não conheço ainda, e que ouvi falar que são muito bons/boas. TV ON THE RADIO e FLEET FOXES. Veremos.

Veja bem, não sou entusiasta da novidade pela novidade. Desse negócio de “Fulano já era, o negócio agora é Beltrano”. Começou a falar comigo “o negócio agora é…” eu já desconfio, já não simpatizo. Mal começa um papo desses eu volto correndo pros meus Beatles, meus Jobins.

Mas não quero passar a impressão errada. Tampouco gosto do conservadorismo: “isso aí não é nada, bom mesmo é Rolling Stones e Chico Buarque”. “O que??? Você não conhece aquela jazzista dos anos 40 que foi influência pro baterista do The Who? Tsc tsc…” Odeio que se use qualquer conhecimento de música como instrumento de repressão, como prova de alguma superioridade.

Dá pra gostar das coisas boas de sempre e se interessar genuinamente, num passo saudável, por essa ou aquela novidade, não?

Coisas velhas que estou ouvindo: Miles Davis e Françoise Hardy.
Coisa nova que estou ouvindo: Little Joy.