O Passado

“de repente o passado sai
do bolso do meu paletó”
mauro motoki em o passado

Há algumas semanas o Gustavo (Garde, da banda Seychelles) nos enviou um email com uma gravação que fez em casa de uma de nossas músicas. Coisa de bom gosto, coisa de sensibilidade. O título da canção era o mesmo, mas a música era nova pra mim.Todo o sentido que ela um dia carregou e que foi se suavizando dadas as inúmeras apresentações dela em público (porque as músicas se desgastam sim) foi retomado, transformado e ampliado na gravação novinha em folha (e na interpretação do gustavo, que já é outro olhar).

Não sei por qual caminho eu segui, mas terminei com o nosso primeiro EP: “Dois a Rodar” tocando no som do carro. Ouvi as músicas de outro jeito, com todas as lembranças que elas carregavam. Lembrei da sessão de fotos da qual saiu a capa do disco, do Edu Filomeno, do Vlad Rocha, das sessões de gravação, dos ensaios na casa azul. Lembrei dos instrumentos que usamos, dos estúdios, dos planos que a gente fazia, das resoluções que a gente tomava. E me orgulhei de tudo aquilo, sensação ótima que recomendo a todos.

O novo disco está aí, na esquina, na fábrica. Pra gente é o presente, pra vocês um futuro próximo. Ouvindo trechos dele hoje tenho certeza de que é o nosso melhor, mais amplo, mais completo. Tô louco pra lançá-lo o quanto antes, começar os shows, rever os amigos, viajar bastante e ouvir vocês cantando essas músicas novas, pra enchê-las de novos sentidos.

Enquanto isso não acontece, ouçam aqui algo completamente novo

Gustavo Garde – Da Primeira Vez

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