Na Ilustrada

No caderno Ilustrada, da Folha de S.Paulo dessa quarta-feira, dia 23/09, saiu uma matéria sobre a gente. Leia abaixo a transcrição:

“EVOLUÇÃO DO LUDOV ACONTECE NA REDE – Márcio Cruz, colaboração para a Folha

Faixas de ‘Caligrafia’ divulgadas só na internet são mais interessantes que as prensadas no CD físico

Diferentemente das 12 faixas de “Caligrafia”, o novo disco físico da banda paulistana Ludov, as sete escondidas no site (www.ludov.com.br) trazem a evolução da banda. Eles haviam resolvido eleger em seus trabalhos anteriores o multi-instrumentalismo e o rock alternativo em detrimento das composições de samba de Habacuque. Agora, na internet, o grupo se encontra.

“Quero cantar como quem cruza um oceano de água cristalina”, canta Vanessa Krongold em “Prisma”, com levada que evoca, pasme, a sambista Clara Nunes.

“Eu adorava gritar nos Maybees (antiga encarnação do Ludov, que cantava apenas em inglês), né? Aquele jeito mais adolescente, rock ‘n’ roll. Ainda gosto, mas a gente vai achando graça com a suavidade, nos meios tons”, analisa a vocalista, que hoje sofre influências de Ella Fitzgerald e Nina Simone.

Quem ater-se às canções do álbum como “Magnética” e “Vinte por Cento”, espécie de continuações de “Princesa” (do EP “Dois a Rodar”, de 2004) e “Kriptonita” (de “Exercício das Pequenas Coisas”, 2005), pode vir a perder as preciosas “Flor de Lotus” (Motoki/ Fabio Pinczowski) e “Canção Por Helena” (J.R.Lima/ Renato Imagem), só na internet, com percussão de Valentino Menezes e bateria de Paulo Chapolin.

Mutantes

Posicionada em algum lugar entre a cena alternativa norte-americana dos anos 90, o rock brasileiro dos Mutantes e Erasmo Carlos, o pop moderno internacional, o excelente Ludov sambista, correu o risco de pecar pela timidez.

“No meio do processo desse disco a gente já falava isso. A gente saiu com um disco muito bom”, defende Mauro Motoki. “Pelo menos para a gente”. E pelo menos na internet.